as tormentas de Luis (www.astormentas.com)

Poema ao acaso


Em ti o meu olhar fez-se alvorada,E a minha voz fez-se gorjeio de ninho,E a minha rubra boca apaixonadaTeve a frescura pálida do linho.Embriagou-me o teu beijo como um vinhoFulvo de Espanha, em taça cinzelada,E a minha cabeleira desatadaPôs a teus pés a sombra dum caminho.Minhas pálpebras são cor de verbena,Eu tenho os olhos garços, sou morena,E para te encontrar foi que eu nasci...Tens sido vida fora o meu desejo,E agora, que te falo, que te vejo,Não sei se te encontrei, se te perdi...


miércoles, 29 de septiembre de 2010

Santiago de Compostela, Folga Xeral 29 set 2010


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